quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Eu poderia enlouquecer, mas isso seria sorte.

Amanhã eu vou te ver e depois de amanhã e depois de amanhã e depois e depois até que eu me perca debaixo de um caminhão olhando em sua direção e então nada mais vai existir eu morrerei pela minha única chance de vida e esquecerei de abrir os olhos.



Tão nobre e tão pobre ano a ano. Tão putrido coração que bombeia o sangue a este ser-humano.... (Anjo Negro)

toda essa babaquice

Eu sou o filho do relacionamento rompido,das poucas mágoas maquiadas da velha escola que não me serviu para nada em flashs de respostas que não me vem inteiras talvez por uma cegueira necessária pois por algum motivo mais forte a verdade pode nos destruir o realismo consumindo um conto de fadas mal feito chamado vida.
Quando tudo parece um aquario gigante lento e sem perspectiva ali está a água diminundo toda a pressão de uma existência sem memória sem datas para comemorar em alcances breves numa espera leve como um suspiro íntegro de superação.
Perder tudo recomeçar dignifica todos resistem para acordarem mais fortes na manhã seguinte,mas não me refiro a essas pessoas e falo por aquelas que nada tiveram, aqueles que deram um nome ao seu livro e por covardia ou qualquer desculpa tola mantiveram as páginas em branco das fotos que existiram mas foram carregadas pela enchente de dor perdendo seus futuros lares futuras conversas
viagens, cirurgias,piras, músicas abortando seus futuros filhos.



23:00
Nada do que me restou é desculpa para que eu me arraste em direção ao fim, eu sou metade, sou derrame agora tudo me parece tarde acho que já era tarde antes de conhece-lo, entardecer pode ser a solução pois minha única consolação não tem nada a ver com esperança, amor, determinação e todas as baboseiras bonitas que se ouvem numa palestra de motivação a minha compania é o tempo, só o tempo me trará toda paz que necessito.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

crie um conceito mova sua caça se manifeste,se venda não gire para esquerda pode dar tudo errado então...
05:33 da manhã, algum dia de outubro de qualquer ano dessa década,na minha mente corre um pequeno riacho de decepções não que eu pense que é tarde demais não que a rua esteja muito escura é que eu sei que não terei a vida toda para se lamentar um dia é necessário recomeçar mas como farei isso se nem o dia do mês sei.
dizem que você nem pronuncia me "santo" nome que vive insatisfeito com o mundo encostado no seu hóspede privando os seus sentidos que buscam outros sorrisos imperfeitos como o meu, e tem uma vida boa em videos e poses nesse falso plano decrépto...
ontem conversavamos sobre catalapsia e o quanto as pessoas se chocam com aqueles que voltam a vida e morrem sufocados em seus jasidos enquanto me perdia pelo tempo pensava por um momento quando foi que morrestes? e se um dia acordarás de sua rara doença e como os outros perceber que é tarde e o funeral ficou para trás..... aquele que te prende é o seu caixão.
Voce pode me ouvir agora agora,eu achei um pequeno feiche de luz
sem pisar nessa nova grama e rodar em volta da mesa, caminhar pelo telhado esperando pela escada dos degraus pintados de lembranças sumindo caindo no pequeno riacho movendo antecipando decepando em um misto de sirenes abençoando o ato feito num astro imenso de pura loucura de mensagens ocultas e das doze horas de sono profundo tentado sonhar com alguém que no meu conceito nem está mais vivo mais ainda respira.

sábado, 19 de setembro de 2009

Passado Presente

Desse fardo amargo chamado maturidade todos nos questionamos serei eu capaz? nem tão capaz mas feliz? à tempo? para consertar as dezenas de erros de uma juventude irresponsável? serei eu negado a felicidade ou eu mesmo me neguei isso? Pode depender...mas o que eu mais quero é não depender... das opniões do clima do tempo da sua espera infinita.
O meu tempo o seu, o nosso, pode não haver pode perdurar? do que estou falando? sei lá tantas perguntas e nenhuma resposta tantas respostas e nenhuma mudança ou satisfação, a cada resposta uma nova angústia pois quando se chega a resultados se deve por em prática, e você parece não querer me ajudar o mundo parece não se importar em ajudar e alguns dizem que o universo conspira... do outro lado da rua pessoas falam do que sabem ou do que fingem saber, eu acho presunção de todos como se jogassem na minha cara alguma coisa que não sei bem o que é?! talvez uma vida ou a ausência de uma.
São todos os momentos vividos todas frutrações que hoje silênciam num tocar de piano baixo mostrando que ser sozinho enobrece e que ser nobre é ser suave e minusioso como valsar pelas ruas, e desinibir os olhares mais tensos é querer ser parte do sol e usar a sua luz a favor da sua ância em não morrer, não falecer, não perecer, não respirar não ter você.
Eu sei que cheguei numa parte da minha vida que parece não ter vida e sim só um amontoado de repetições todos os dias são iguais menos o vazio que se alastra em minha caixa toráxica como um clarão que não dói mais vegeta, inutiliza até que eu esqueça finalmente de quem sou ou do que fui....
Até não mais amar nada nem a ninguém
até não mais amar a mim mesmo.

um animal ferido, de cicatrizes por toda a carcaça, de um remorso incontrolável nos olhos cheios de d'agua, num suplico, num lamento por todo arrependimento acúmulado em sua pequena alma estraçalhada em minúsculos pedaços de cetim vermelho entre sangue e veneno... enquanto a valsa segue por vidas e outras vidas se arrastando pela eternidade bailando entre os pequenos pontos de luzes acima das estrelas.
Tão distante como eu me sinto agora de você,mas ainda posso sentir cada mecha de cabelo cada suspiro cada amanhecer.... depois de ter você e lhe perder nunca mais amanheceu.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lua


me acorde no ponto mais alto do sol
abraça-me em busca da cura para que tudo se vá de uma vez
das lágrimas que caíram na calçada a natureza já levou
da leve sensação que será difícil, eu sei.


não temer é tolice e perder é necessário
chorar derrotas futuras não lhe fará vencer
é essa a menina que espera o futuro
engasgando o presente por anciar os próximos minutos


sei que pode ver além
mas não ve nossos mares de libertação
dos males que não voltarão
ficaram nossas cançoes e sorrisos pretenciosos juvenis


é essa a menina que aguarda os bons frutos
ela precisa se ausentar tirar o azul de suas veias
retornar para o seu caminho amar e amar...


pra você o horizonte à lhe esperar
das cores do seu cachecol em buchechas de maçãs
nesse indo e vindo constante
de escolhas de palavras tão singelas


para abraçar e ser abraçada como a onda que chega na praia calma sem se importar em ter que voltar


agora é mulher e nem notarás que as madeixas cresceram
mas o futuro é ali e não precisa ser complexo!
precisa ser vivido...


sãoasmudançasdasestaçõesmudançasdavidadahistóriadomundoemquevivemos