quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Eu poderia enlouquecer, mas isso seria sorte.

Amanhã eu vou te ver e depois de amanhã e depois de amanhã e depois e depois até que eu me perca debaixo de um caminhão olhando em sua direção e então nada mais vai existir eu morrerei pela minha única chance de vida e esquecerei de abrir os olhos.



Tão nobre e tão pobre ano a ano. Tão putrido coração que bombeia o sangue a este ser-humano.... (Anjo Negro)

toda essa babaquice

Eu sou o filho do relacionamento rompido,das poucas mágoas maquiadas da velha escola que não me serviu para nada em flashs de respostas que não me vem inteiras talvez por uma cegueira necessária pois por algum motivo mais forte a verdade pode nos destruir o realismo consumindo um conto de fadas mal feito chamado vida.
Quando tudo parece um aquario gigante lento e sem perspectiva ali está a água diminundo toda a pressão de uma existência sem memória sem datas para comemorar em alcances breves numa espera leve como um suspiro íntegro de superação.
Perder tudo recomeçar dignifica todos resistem para acordarem mais fortes na manhã seguinte,mas não me refiro a essas pessoas e falo por aquelas que nada tiveram, aqueles que deram um nome ao seu livro e por covardia ou qualquer desculpa tola mantiveram as páginas em branco das fotos que existiram mas foram carregadas pela enchente de dor perdendo seus futuros lares futuras conversas
viagens, cirurgias,piras, músicas abortando seus futuros filhos.



23:00
Nada do que me restou é desculpa para que eu me arraste em direção ao fim, eu sou metade, sou derrame agora tudo me parece tarde acho que já era tarde antes de conhece-lo, entardecer pode ser a solução pois minha única consolação não tem nada a ver com esperança, amor, determinação e todas as baboseiras bonitas que se ouvem numa palestra de motivação a minha compania é o tempo, só o tempo me trará toda paz que necessito.